O início dessa semana foi marcada por fortes protestos e a greve dos petroleiros em razão do leilão do Campo de Libra. Para quem não sabe o que significa o Campo de Libra resumirei os fatos: O Campo de Libra é uma reserva de petróleo localizada a 170 km do litoral do estado do Rio de Janeiro, a Bacia de Santos e está há mais de 07 mil metros de profundidade abaixo da linha do mar.
A reserva que há neste campo tem cerca 1,5 mil km quadrados e será a maior área de exploração de petróleo do mundo. A estimativa de produção é de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo praticamente duplicando a produção existe hoje no Brasil.
As reservas exploradas atualmente são todas da Petrobrás? Não. Atualmente existem 04 Bacias de Exploração de petróleo no Brasil que são: Bacia do Solimões, Potiguar, Sergipe e Recôncavo. Nelas existem diversas empresas estrangeiras entre elas a brasileira Petrobrás que exploram o petróleo nas bacias.
E como é o regime nessas bacias? Elas foram cedidas através de concessões e funcionam da seguinte forma: Os consórcios vencedores ficam com todo o óleo de um bloco arrematado em leilão, pagando ao governo apenas impostos, royalties e participação especial.
E na Bacia de Campos, qual será o regime? Será através de Regime de Partilha. No regime de partilha, empresas repartem com o governo o resultado da exploração. A adoção do regime, em substituição ao de concessões, faz com que o Estado fique com uma parcela da produção física em cada campo de petróleo. A empresa paga um bônus à União ao assinar o contrato e faz a exploração por sua conta e risco. Se achar petróleo, será remunerada em petróleo pela União por seus custos. Além disso, receberá mais uma parcela, que é seu ganho. O restante fica para a União.
É mais vantajoso o Regime de Partilha? A princípio é, mas vamos ter que esperar para ver.
Tendo em vista tal estimativa de produção na Bacia de Campos a pergunta é: A Petrobrás não possui tecnologia suficiente para explorar sozinha aquela Bacia? Pelo que deu a entender não. Mas o consórcio no qual a Petrobrás faz parte ganhou o leilão, então a expectativa é que o petróleo continuará sendo nosso. Será?
O consórcio formado pelas empresas Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) foi o vencedor da 1ª.Rodada do Pré-sal, realizada no dia 21/10/2013, no Rio de Janeiro, com a oferta da área de Libra, na Bacia de Santos. O excedente em óleo oferecido pelo consórcio, critério que define o primeiro colocado na licitação, foi de 41,65%. A Petrobras, que será a operadora de Libra, entrou com 10% na oferta vencedora, além da sua participação mínima de 30% na área.
O consórcio também terá que pagar um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões e arcar com um programa exploratório mínimo de cerca de R$ 610.903.087,00.
O Brasil é um estado de capital aberto, ou seja, está receptivo ao capital estrangeiro, sendo adotado o regime capitalista.
Os petroleiros por sua vez, falam que houve uma privatização do petróleo brasileiro , no qual eu lendo as notícias sobre o assunto não concordo. Se as outras bacias fossem exploradas somente pela Petrobrás, com certeza, a exploração na Bacia de Campos deveria ser somente explorada pela Petrobrás, mas não é o caso, então privatização? Eu como administrador, vejo como formação de parcerias, no qual haverá troca e aprimoramento de tecnologias para exploração em alto mar.
A Petrobrás é a maior exploradora de petróleo em alto mar, alcançando índices impressionantes de profundidade e a Shell, sua parceira no consórcio é a segunda empresa que detém a tecnologia para exploração em alto mar.
Fonte: G1 ; Greenpeace ; ANP; Sindipetrolp
A reserva que há neste campo tem cerca 1,5 mil km quadrados e será a maior área de exploração de petróleo do mundo. A estimativa de produção é de 8 a 12 bilhões de barris de petróleo praticamente duplicando a produção existe hoje no Brasil.
As reservas exploradas atualmente são todas da Petrobrás? Não. Atualmente existem 04 Bacias de Exploração de petróleo no Brasil que são: Bacia do Solimões, Potiguar, Sergipe e Recôncavo. Nelas existem diversas empresas estrangeiras entre elas a brasileira Petrobrás que exploram o petróleo nas bacias.
E como é o regime nessas bacias? Elas foram cedidas através de concessões e funcionam da seguinte forma: Os consórcios vencedores ficam com todo o óleo de um bloco arrematado em leilão, pagando ao governo apenas impostos, royalties e participação especial.
E na Bacia de Campos, qual será o regime? Será através de Regime de Partilha. No regime de partilha, empresas repartem com o governo o resultado da exploração. A adoção do regime, em substituição ao de concessões, faz com que o Estado fique com uma parcela da produção física em cada campo de petróleo. A empresa paga um bônus à União ao assinar o contrato e faz a exploração por sua conta e risco. Se achar petróleo, será remunerada em petróleo pela União por seus custos. Além disso, receberá mais uma parcela, que é seu ganho. O restante fica para a União.
É mais vantajoso o Regime de Partilha? A princípio é, mas vamos ter que esperar para ver.
Tendo em vista tal estimativa de produção na Bacia de Campos a pergunta é: A Petrobrás não possui tecnologia suficiente para explorar sozinha aquela Bacia? Pelo que deu a entender não. Mas o consórcio no qual a Petrobrás faz parte ganhou o leilão, então a expectativa é que o petróleo continuará sendo nosso. Será?
O consórcio formado pelas empresas Petrobras (40%), Shell (20%), Total (20%), CNPC (10%) e CNOOC (10%) foi o vencedor da 1ª.Rodada do Pré-sal, realizada no dia 21/10/2013, no Rio de Janeiro, com a oferta da área de Libra, na Bacia de Santos. O excedente em óleo oferecido pelo consórcio, critério que define o primeiro colocado na licitação, foi de 41,65%. A Petrobras, que será a operadora de Libra, entrou com 10% na oferta vencedora, além da sua participação mínima de 30% na área.
O consórcio também terá que pagar um bônus de assinatura de R$ 15 bilhões e arcar com um programa exploratório mínimo de cerca de R$ 610.903.087,00.
O Brasil é um estado de capital aberto, ou seja, está receptivo ao capital estrangeiro, sendo adotado o regime capitalista.
Os petroleiros por sua vez, falam que houve uma privatização do petróleo brasileiro , no qual eu lendo as notícias sobre o assunto não concordo. Se as outras bacias fossem exploradas somente pela Petrobrás, com certeza, a exploração na Bacia de Campos deveria ser somente explorada pela Petrobrás, mas não é o caso, então privatização? Eu como administrador, vejo como formação de parcerias, no qual haverá troca e aprimoramento de tecnologias para exploração em alto mar.
A Petrobrás é a maior exploradora de petróleo em alto mar, alcançando índices impressionantes de profundidade e a Shell, sua parceira no consórcio é a segunda empresa que detém a tecnologia para exploração em alto mar.
Fonte: G1 ; Greenpeace ; ANP; Sindipetrolp
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